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Ficha da Raça

Raça  Bulldog Francês
País de Origem  França
Nome original  Bouledogue Français
Utilização  Companhia, guarda e lazer
Porte  Pequeno
Necessidade de exercício diário  Média
Temperamento  Sociável, alegre e afetuoso
Adestrabilidade  Alta

Origem Bulldog FrancesA verdadeira origem do Buldogue Francês, assim como a de tantas outras raças de cães, permanece incerta. Segundo a maioria dos cinólogos franceses, esta seria uma raça de fato originária da França, obtida através de cruzamentos, empregando cães de uma variedade pouco conhecida, porém frequente nos subúrbios parisienses, e reprodutores importados da Bélgica. Através de uma cuidadosa seleção, teriam sido obtidos com o passar do tempo exemplares que permitiram fixar o standard da raça.

De acordo com esta teoria, o Buldogue Francês seria, então, uma raça antiga, embora somente desde o século 19 exista na sua forma atual. Não havia naquela época carregador, açougueiro ou cocheiro dos bairros baixos de Paris que não tivesse o seu "dogue", que lamentavelmente participavam de sangrentos combates em torneios, realizados com bastante frequência.

No entanto, de acordo com vários autores ingleses, o Buldogue Francês descenderia do Bulldog, a típica raça britânica. Os defensores dessa hipótese, que explicaria mais facilmente a origem do termo "bouledogue", sustentam que a raça teria vindo dos menores exemplares das ninhadas do Bulldog. Esses cães, que reuniam todas as características que se enquadravam perfeitamente ao padrão do Bulldog porém com dimensões reduzidas e peso entre 9 e 11 kg, eram chamados de "miniatura" e constituíram uma variedade a parte. Esses pequenos cães, exportados principalmente à Normandia, teriam sido cruzados com cães terriers, a fim de se obter um cachorro de trabalho que tivesse a capacidade de caçar roedores.

Os autores que sustentam essa teoria, afirmam portanto, que o Buldogue Francês não é autóctone da França, e seria derivado de fato desses mini bulldogs ingleses, que a partir da participação de várias outras raças, teria evoluído, permitindo as substanciais modificações físicas e psíquicas que diferenciam notavelmente ambos os tipos.

O primeiro Clube da raça Buldogue Francês foi fundado em 1880 em Paris e o registro de um cão da raça foi incluído pela primeira vez em 1885. O primeiro standard da raça, foi redigido em 1898, mesmo ano em que foi oficialmente reconhecida.

Otemperamento do Buldogue Francês também confere um tom especial à raça, são cães normalmente alegres, calmos, companheiros, brincalhões e muito Crianca com Bulldog Francesinteligentes. Como todas as raças de companhia, eles necessitam, acima de tudo, de contato constante com humanos. Suas necessidades de exercícios são mínimas e variam de cão para cão. Sua natureza calma os torna grandes escolhas para aqueles que vivem em apartamento, assim como sua falta de interesse em latir.

Sendo uma raça de cara achatada, é essencial que seus futuros donos entendam que Buldogues Franceses não devem viver fora de casa. Seu sistema de respiração não os permitem regular suas temperaturas eficientemente. Além do mais, os Bulldogs Franceses são bem pesados e podem ter dificuldade em nadar. Sempre cuidado quando exercitar seu Buldogue Francês no calor.

O nível de energia de um Buldogue Francês pode variar de hiperativo e energético até a relaxado e calmo. Mas geralmente é comum que o filhote seja mais ativo até os 12 ou 18 meses, quando ele se torna efetivamente um adulto e começa a acalmar.

O Buldogue Francês é uma raça essencialmente com sangue bull e sangue terrier. Portanto, não é nenhuma surpresa que os problemas podem surgir quando dois cães dessa raça se juntam, principalmente quando são do mesmo sexo. Donos que estão considerando adicionar um segundo cão à sua família são geralmente advertidos e aconselhados a escolherem cães de sexo oposto. A castração pode fazer muito a fim de ajudar a diminuir essas tendências antes mesmo delas começarem.

Com a família

O Bulldog Francês até escolhe um dono preferido, mas é festeiro com todos da casa. Adora colo, carinho e demonstrações de afeto em geral. Embora não seja particularmente absorvente, não perde uma oportunidade de se aproximar para ganhar um cafuné. Recebe as pessoas com alegria e, se não for desestimulado desde cedo, com muitas lambidas de amor. Também é de seguir os donos pela casa, oferecendo companhia em tempo integral.

O Bulldog Francês late muito?

O Buldogue Francês, discreto por natureza, late pouco e, quando o faz, é em tom rouco e baixo. Só se manifesta com latidos quando chegam visitas ou diante de acontecimentos que fujam da rotina. Mesmo assim, histeria não é com ele. Dá o seu aviso e logo se aquieta novamente. A vizinhança agradece.

O Buldogue Francês é muito agitado?

O Buldogue Francês é medianamente ativo. Gosta de brincar com pessoas, com outros cães e até sozinho. Também nunca dispensa convites para atividades mais enérgicas. O focinho achatado, no entanto, que interfere na respiração, impede que tenha grande resistência. Os donos, por sua vez, devem evitar que ele extravase sua energia. Há relatos de exemplares que, por terem se agitado demais, acabaram com graves complicações cardio respiratórias. O lado sossegado da raça também se manifesta com freqüência. O Buldogue é daqueles que ficam horas assistindo à TV ao lado da família.

A classificação das cores de Buldogues Franceses é objeto de estudo e de muitos debates de vários criadores no Brasil e no mundo. Infelizmente, o Padrão da Raça não é muito específico ao tratar de cores de pelagens e pode abrir margens às interpretações pessoais dos criadores.

Cores Bulldog FrancesDe modo simples, as cores de pelagem de um Bulldog Francês podem ser simplesmente descritas como fulvo, com uma variedade de marcações e tons possíveis. O fulvo pode variar de tom desde o vermelho vivo e intenso ao café-com-leite e o dourado claro quase creme. As outras diferenças são devidas a variações de marcações, que variam desde o tigrado (listras negras em grau variável de repetição e grossura, que preenchem o fundo fulvo), até o pied (várias marcações tigradas com fulvo em um fundo branco) e o fulvo com máscara negra (fulvo, em suas tonalidades diferentes, com uma máscara negra clássica em sua face e, às vezes em algumas linhagens, em seu dorso também). São infinitas variações de tipos de marcação, de padrão, tamanho e localização nesses parâmetros.

Algumas cores como o azul, o cinza, o preto com marrom, o marrom e o fígado, não são reconhecidas pelo Padrão da Raça e são motivos de desclassificação em exposições de estrutura e beleza. Pequenas pintas escuras em cães pied são chamadas de ticking e não são almejadas. Não há uma tradução adequada para a palavra “pied” em português. Os exemplares completamente brancos sem marcações são classificados dentro dos “pieds” para fins de exposições caninas; mas seus cílios e contorno dos olhos devem ser pretos assim como os dos outros Buldogues Franceses.

O Buldogue Francês também precisa de diversos cuidados especiais.

• Ele precisa estar sempre arejado e fresco, não podendo em hipótese alguma ficar com muito calor. A troca de calor é feita pelos cães através da salivação e do focinho, e como cães com a “cabeça achatada” tem um focinho muito curto, ficam prejudicados neste quesito. Saiba tudo sobre cães braquicefálicos e aprenda a cuidar bem do seu Buldogue Francês.
• Podem ter problemas de ouvido.
• É bom estar atento às rugas da face, limpando-as com frequência. A limpeza pode ser feita com soro fisiológico e algodão. Tome cuidado para não deixar o local úmido. Seque bem.
• Precisam de pouco exercício. Se você notar que seu cão está cansado, pare. Uma caminhada curta de 15 minutos é o suficiente pra suprir suas necessidades.
• A maioria não consegue nadar. O melhor é não incentivá-lo. Buldogues não são cães ligados à água, como os retrievers, por exemplo.
• Não crie Buldogues no quintal. É uma raça que além de ser apegada ao dono, não lida bem com mudanças climáticas. É uma raça para viver em apartamento, confortavelmente, com temperatura amena e ao lado do seu dono.
• Buldogues Franceses roncam, como todo cão sem focinho. Esteja preparado para isso.
• Não é preciso tosá-los.
• Para as fêmeas parirem, é preciso fazer cesariana, pois a cabeça dos filhotes é muito larga para sair no parto natural.